MÍDIA

 

“Miss Saigon e a cuisine do Vietnã.”

08/10/2014 - Luiz Américo Camargo

         O Miss Saigon abriu discretamente há quase um ano, em Moema. Suas instalações são simples e sem grandes chamarizes. Quase na linha “somos um restaurante genericamente oriental”, com bambus, leques e mapas. No entanto, a casa comandada pelo mestre-cuca Vo Van Phuoc (com mais dois cozinheiros compatriotas) carrega a singularidade de ser a única representante da culinária vietnamita de São Paulo.

A presença de pratos inspirados no pequeno país asiático sempre foi um tanto errática por aqui. Quase nula, a bem da verdade. Inclusive porque pouco se fala sobre suas características, suas tradições. Alguns ecos de receitas típicas aparecem, por exemplo, nos menus do Tian e do Nama Baru, mas não muito mais do que isso. Uma evidente lacuna, levando em conta que a cidade tem centenas de estabelecimentos japoneses, não poucos chineses, eventuais tailandeses e um número crescente de coreanos.

         O cardápio do Miss Saigon se concentra mais na culinária do sul, no repertório da região de Ho Chi Minh, particularmente – onde são mais perceptíveis as heranças e influências do período de colonização francesa. Na prática, sua carta apresenta várias opções tendo o macarrão e o arroz como base, sempre com muitos ingredientes aromáticos e a presença quase constante de elementos crocantes (uma porção extra de ervas e brotos acompanha a maioria dos principais). Gostei praticamente de tudo que provei, tudo muito fresco, feito à minuta, servido com capricho. O que pedir?

         Comece com o goi cuon (R$ 45), rolinhos de massa de arroz recheados com camarão, carne de porco, verduras e notadamente hortelã, para comer com molho de amendoim. Continue com o hu tieu hai san (R$ 45), com talharim de arroz, lula, camarões, ovo de codorna e um perfumado caldo de peixe. E com o pho bo (R$ 42), também com macarrão de arroz e vegetais, além de carne bovina (em fatias e na forma de bolinhos) num delicado brodo de carne. Ou, para ter uma ideia geral de diversas preparações, prossiga com o mix miss saigon (R$ 79), contendo rolinho primavera, bastões de frango (enrolados em pedaços de cana de açúcar), espetos de carne de boi.

         Em minhas visitas, reparei que a pequena colônia vietnamita na cidade costuma ser maioria entre os comensais do Miss Saigon, seguida por chineses e, curiosamente, por franceses – quem sabe saudosos dos tempos da Indochina. O serviço é amistoso, mas nem todos conseguem explicar muito bem as peculiaridades das receitas e como ordenar os pedidos. Em caso de dúvida, vale recorrer a Norman Tam Thien Vo, filho do proprietário e sempre muito didático em suas intervenções. Por fim, não compensa se entusiasmar com as sugestões de bebidas frias à base de café. Em especial a que leva leite condensado.

         Por que este restaurante?


Por ser o único vietnamita da cidade (e até do Brasil). Pelos pratos feitos com esmero, aromáticos e fartos.

         Vale?
O preço médio das pedidas é em torno de R$ 40. Com entradas e principais, gasta-se em torno de R$ 70 por pessoa, sem bebidas. Vale conhecer.

SERVIÇO – Miss Saigon
Al. Dos Jurupis, 1374, Moema
Tel.:11 4564-1419
Horário de funcionamento: ver no site, facebook ou instagram
Estac.: Manob. R$ 20
Ciclofaixa mais próxima: Av. Iraí. Sem metrô nas imediações

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*cozinha vietnamita

- Coluna Paladar, Jornal Estadão -

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Conteúdo da Edição #15: O frescor da culinária vietnamita
Por Karin Kimura em 02 de julho de 2015

A multiculturalidade gastronômica de São Paulo abre espaço para diferentes culinárias étnicas. Com tantos restaurantes japoneses e chineses, não poderiam faltar representantes do sudeste asiático. Alguns trazem influências, ideias e adaptações de lá, mas o Miss Saigon traz um cardápio totalmente voltado à culinária vietnamita, só com as comidas mais típicas de lá, e promete autenticidade.

 

O restaurante, localizado em Moema, na zona sul de São Paulo, foi inaugurado em novembro de 2013, por incentivo de Norman, filho mais novo de Phuoc e Sônia Vo, ex-refugiados do Vietnã. Tudo começou com os elogios aos pratos feitos em casa e logo virou um negócio promissor.

 

“O segredo da culinária vietnamita está no preparo de um bom caldo”, disse Norman. Os ensopados vietnamitas são feitos com caldos aromáticos, temperados com diversas especiarias. A graça está em sentir a combinação de todos esses temperos frescos e em brincar com o paladar, afinal, quem finaliza o prato é o próprio comensal.

 

A leveza das preparações à base de massas de arroz permite que elas sejam saboreadas em qualquer hora do dia. “São pratos que não deixam a barriga pesada, por isso, a gente come não só no almoço ou janta, mas também no café da manhã ou no lanche da tarde. Qualquer hora é uma boa hora”, brincou Phuoc.

 

Saigon é o nome da região sul do Vietnã, de onde vêm os pratos servidos no restaurante. Na culinária vietnamita, é possível encontrar influências da cozinha francesa e chinesa, fruto da presença dominante das duas nações ao longo da história do país. Alguns dos pratos mais consumidos no cotidiano dos vietnamitas são o phở (pronuncia-se “fã”), o chả giò e bún thịt nướng.

Caso do acaso
Quando Phuoc e Sônia saíram do Vietnã há 36 anos, eles não faziam ideia de qual seria o destino deles. Eles embarcaram em um barco com mais 24 pessoas (uma delas era uma criança de 9 meses) com uma única certeza: queriam fugir do país.
Por sorte do destino, foram resgatados por um navio da Petrobrás no Mar da China e, até que fossem aceitos por algum país, esperaram em Cingapura durante um mês. “Nós ficamos três dias em alto-mar sem comida nem água até sermos encontrados pelo navio brasileiro”, revelou Sônia. Ela lembrou que naquele momento o mar estava revolto e que se não tivessem sido resgatados provavelmente não teriam sobrevivido.

De lá, eles foram enviados ao Brasil e receberam auxílio da ONU por um ano até que pudessem se estabelecer na nova pátria, aprender a língua portuguesa e encontrar um novo lar. Trabalharam com produção de brindes empresariais e há menos de dois anos resolveram mudar de ramo e investir no restaurante Miss Saigon.

Chả Giò

O Chả Giò é uma versão de rolinho primavera, feito com massa de farinha de arroz, que geralmente é recheado com carne de porco moída. O rolinho frito pode ser envolvido por folhas de alface e mergulhado em molho de pimenta agridoce, conforme as dicas de Norman. O molho de pimenta agridoce também é muito usado na culinária tailandesa e combina tanto com frituras como com folhas frescas para a salada.

Bún Thịt Nướng

Este prato brinca com as texturas de cada ingrediente e é servido frio com espaguete de arroz, carne suína assada, amendoim, chả giò e um mix de salada verde. Tudo muito leve e fresco. O molho de pimenta agridoce é levemente ácido e fundamental para dar equilíbrio à composição.

Phở Bò

O Phở é praticamente o prato nacional do Vietnã e, assim como o lámen japonês, o segredo do Phở está no caldo, que muitas vezes tem uma receita preservada como segredo de família com variações de norte a sul do país.

O Phở Bò é feito com talharim de arroz, fatias finas de carne bovina, bolinho de carne suína e um caldo aromático temperado com especiarias. O segredo do caldo não está em uma ou outra especiaria, mas sim na combinação de todas elas com um toque de canela, a refrescância da hortelã, com um fundo de gengibre e manjericão tailandês (com aroma e sabor de anis).

O prato também pode ser preparado com carne de frango ou, para uma versão vegetariana, com caldo feito de vegetais e carne de soja.
Acompanhando a tigela quente do ensopado, vem uma porção de moyashi, manjericão tailandês, coentro, hortelã, limão, pimenta e pasta de soja, que pode ser adicionada diretamente à sopa ou usada para temperar apenas as carnes à parte.

- Revista Hashitag Edição #15 por Karin Kimura -

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